05-07-2026 - PARTE 2-4 - HOJE SÓ UM TIRA-GOSTO - STF: SÓ TEM FILHO DA PUTA
05-07-2026 - PARTE 2-4 - HOJE SÓ UM TIRA-GOSTO - STF: SÓ TEM FILHO DA PUTA
Conversamente, no regime totalitário, com as ditaduras impregnadas fortemente em várias células da sociedade, lançando-se mão do terrorismo suicida, tem-se então a guerra assimétrica, na qual se tem coisas como o estreito de Ormuz: basta que alguns piratas em lanchas ataquem os navios para que a passagem seja obstruída. É obstruída pelo simples medo de passar. E se um navio de guerra ocupar o local ele será atacado. Fica como se fosse um elefante dentro de um formigueiro. Nesse tipo de situação, o formigueiro precisa ser inundado ou queimado. Só depois o elefante passa. Se o elefante quiser entrar antes, aí ele será fustigado. Putin, agora, está sendo alvo da guerra assimétrica, está sendo atacado com drones. Para ele, a única solução será lançar mão de artefatos nucleares (inundar ou queimar o formigueiro). Só não fez isso ainda porque irá contaminar o território a ser conquistado, tornando inútil a guerra. Mas ele, num ato de loucura, poderá lançar mão dos artefatos nucleares.
4 => BANCO CENTRAL DO JAPÃO NUM BECO SEM SAÍDA
[4] Enquanto tudo isso corre, a ditadura chinesa assiste a tudo de camarote, sem ter de mover uma palha e vendo todo mundo se arrebentando. E logo ao lado segue a economia japonesa, patinando desde 1990 e agora afundando na areia movediça:
BRUNO MUSA - ACONTECEU ALGO NO JAPÃO QUE VAI AFETAR O MUNDO INTEIRO | BRUNO MUSA
De 1990 para cá, o Banco Central do Japão (BOJ) vem imprimindo dinheiro sem parar. É o maior detentor da dívida pública japonesa (a maior do mundo em relação ao PIB) e é também um dos maiores acionistas de várias empresas privadas, mostrando o quanto tudo se tornou artificial, um comunismo ao avesso, com o governo controlando grande parte da economia, que segue como capitalista, mas com o governo como sócio de quase tudo. O que tem segurado tudo é a cultura japonesa de economizar e trabalhar duro, ao mesmo tempo em que o sistema se beneficia do "carry-trade" (estrangeiros fazem empréstimos baratos ou sem custo em ienes, compram dólares e investem nos EUA, com dinheiro emprestado quase de graça; investidores locais podem fazer o mesmo). Com os preços do petróleo subindo, há inflação no Japão. Aí os juros precisam subir, o que, a depender da magnitude, pode afetar o "carry-trade" e levar ao colapso o sistema. Por ora o diferencial de juros ainda é suficiente para o esquema ser mantido. Mas em algum momento poderá não mais ser.
5 => A ILUSÃO DA RENDA FIXA NA DITADURA BRASILEIRA
[5] Enquanto isso, a economia na ditadura brasileira segue também para o colapso, com juros subindo por conta do cenário interno e do cenário externo:
Para referência exemplificativa, temos (conforme dados colhidos por IA) para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, pesquisado e calculado pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e para a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado, da FGV, Fundação Getúlio Vargas):
a) IPCA acumulado nos últimos 12 meses, até maio/2026, foi de 4,72%;
b) projeção do IPCA para os próximos 12 meses está em 4,14%;
c) já o IGPM acumulou 1,95% nos últimos 12 meses, até maio de 2026; mas acumulou 3,79% no ano até maio; isso porque houve períodos de deflação nos 12 meses anteriores; mas atualmente a trajetória é de recrudescimento da inflação.
A deterioração da economia, por conta da ditadura e da corrupção, é timidamente refletida no mercado financeiro, com a alta sufocante dos juros sobre a dívida pública:
DINHEIRO COM VOCÊ - POR WILLIAM RIBEIRO - O TRISTE FIM DO BRASIL: IPCA + 8,56% (ISSO É COISA DE PROFISSIONAL)!
Há muita ilusão difundida a respeito disso tudo e uma das grandes ilusões é de que quanto maior o juro maior será o ganho do investidor, com análises e projeções de capitalização composta computando apenas dados nominais, sem descontar a inflação, para assim se chegar ao ganho efetivamente real. Vejamos.
Títulos no mercado estão prometendo inflação mais 8,56% ao ano, ou seja, 8,56% de ganho real, ou seja, inflação mais 8,56%. É como se houvesse zero por cento de inflação em um ano, com o título prometendo juro de 8,56% no ano. Vejamos então alguns cálculos, aqui feitos mais por divertimento (um exercício matemático - a matemática é um gostoso passatempo) do que por curiosidade ou análise, dado que a situação da ditadura brasileira e do colapso civilizacional é um caso irreversível e sem solução.
Um ganho real de 8,56% ao ano dobra o capital em quanto tempo? Para um capital dobrar, ele precisa ser multiplicado por 2. Para o capital gerar 8,56% de ganho, o montante gerado será o capital multiplicado por 1,0856. Por quanto tempo é preciso capitalizar periodicamente um ganho de 8,56% para se ter 100% de ganho, ou seja, qual o expoente x ao qual 1,0856 tem de ser elevado para se obter como resultado o valor 2? Tem-se uma equação onde a variável x é o expoente:
1,0856x= 2
Para resolvê-la, usamos propriedades dos logaritmos:
O logaritmo é o inverso da exponenciação. Temos de calcular então:
log 1,0856 2 = x (logaritmo de 2 na base 1,0856 é x, ou seja, qual o número a que se tem de elevar a base 1,0856 para que se obtenha o resultado 2).
Das propriedades de logaritmos temos que:
log a b = x .............. x = log b / log a
Lembrando que quando se fala em base 10 ela fica oculta na sintaxe.
Assim log 10 y pode ser escrito como log y.
Tomando como exemplo a base 10 e o resultado 2, temos:
10 0,3 = 2
log10 2 = 0,3 (ou log 2 = 0,3)
Voltando ao caso real (em quanto tempo uma taxa de 8,56% dobra o capital?), teremos, aplicando a propriedade dos logaritmos:
Assim, x = log 2 / log 1,0856
log 2 é aproximadamente 0,30102999566398119521373889472449
log 1,0856 é aproximadamente 0,03566983465168065476965018095981
x será a divisão entre esses dois termos:
x = 0,30102999566398119521373889472449 / 0,03566983465168065476965018095981
ou, arredondando, x = 0,3010 / 0,035669
x = 8,4393437368996018747176521843079
Assim, o resultado 2 será obtido elevando-se 1,0856 a aproximadamente 8,4393437368996018747176521843079, o que dá aproximadamente 1,999999999999651221640536223392.
Arredondando, para economizar espaço, temos:
1,0856 8,43934 = 1,999999
Em 8,4 anos a dívida pública se multiplica por dois em termos reais, ou seja, ela dobra em termos reais em 8,4 anos, ou seja, dois mandatos presidenciais. Isso porque a taxa de 8,56% se capitaliza com periodicidade anual.
Supondo um suposto PIB crescendo a 2,3% ao ano (suposto e alegado aumento do PIB em 2025, dados não mais confiáveis que partem de instituições criminosamente aparelhadas pela ditadura), isso significaria um aumento da dívida pública em relação ao PIB de:
1,023 elevado a aproximadamente 8,4393437368996018747176521843079 dá aproximadamente 1,211557045622308687581746570778. Arredondando:
1,023 8,4393 = 1,211
Em 8,43 anos, o PIB cresceria 21,1% (em termos reais). Para saber o aumento nominal, seria preciso aplicar ao resultado a inflação acumulada, em capitalização composta.
Descontando-se então a inflação dos juros acumulados nos títulos públicos e descontando-se a inflação acumulada do aumento nominal do PIB nesse período futuro de 8,43 anos, a conta que fazemos para saber o quanto a dívida pública aumentaria em relação ao PIB no período seria feita da seguinte forma:
Ter-se-ia inicialmente (no tempo zero) 100 / 100 e depois se teria 200 / 121 (no termo final do prazo).
100 / 100 é o valor da dívida agora dividido pelo PIB agora (ou seja, 1, isto é, a relação dívida/PIB inicial, independentemente de qual ela seja - se é 70% do PIB, se é 80% do PIB, se é 120% do PIB, etc., isso não importa nessa projeção de agravamento relativo).
200 / 121 é o valor da dívida no futuro (duplicada em termos reais, de 100 passa para 200) dividido pelo valor do PIB no futuro (ou seja, a dívida vai de 1 para 2 e o PIB vai de 1 para 1,21).
100 / 100 = 1
200 / 121 = 1,6528925619834710743801652892562
A atual relação dívida / PIB não se multiplicaria por 2, multiplicaria-se por 1,65, ou seja, a relação (nominal) dívida / PIB aumentaria 65% (os pontos percentuais representativos da relação aumentariam 65%, seriam multiplicados por 1,65). A dívida pública bruta que atualmente está em 80,4% do PIB saltaria então para 132,8% do PIB (80,4 x 1,65 = 132,8).
Com um IPCA de 4,14% projetado para os próximos 12 meses e mais 8,56% de ganho real, teria-se um rendimento nominal de 13,05% nos próximos 12 meses. Nesse ritmo, a dívida pública nominal dobraria de tamanho em 5,65 anos:
1,1305 x = 2
x = log 2 / log 1,1305
x = 0,30102999566398119521373889472449 dividido por 0,05327056668137852557498073395341
x = 0,3010 / 0,0532 (aproximando)
x = 5,6509628941683336341035522094806
1,1305 5,6509628941683336341035522094806 = 2
Assim, em 5,65 anos a dívida pública nominalmente estaria dobrada, de R$ 10,4 trilhões para R$ 20,8 trilhões, em pouco mais de um mandato presidencial. Desconte-se ou não a inflação do período para se ter uma idéia em termos reais, tem-se um imenso desastre. Isso porque o aumento nominal embora se constitua em boa parte de ilusão (correção monetária ou indexação ou atualização monetária) é um aumento, é uma despesa, é algo que terá de ser pago com impostos que também terão de aumentar. É como um veículo que há dez anos se comprava com R$ 44 mil e hoje se compra com R$ 130 mil, quase o triplo. Praticamente todos os preços na economia também triplicaram de preço. O que não triplica é o salário de quem vai comprar os produtos, sendo isso que faz então a economia ser corroída, em termos reais. A monstruosa dívida pública que salta de 80,4% do PIB vai aumentando, consumindo parcela cada vez maior de um PIB que segue crescendo abaixo da linha secular de tendência natural de altaoude um PIB que tende a ser cada vez menor em termos reais, sendo estas realidades todas atualmente escondidas pelas estatísticas mentirosas da ditadura.
O nosso ponto central aqui nessa discussão hoje é a ilusão difundida em muitos vídeos sobre renda fixa, onde se tem a enganosa idéia de que a capitalização composta vai multiplicar o capital de forma milagrosa. Em números redondos, para facilitar, digamos que o índice oficial de inflação anual seja de 5%, digamos que os preços de fato tenham subido 8% e digamos que títulos públicos estejam pagando 12% ao ano. Há a enganosa idéia de que a renda fixa vai multiplicar o patrimônio em 12% ao ano, compondo em capitalização composta 210% de rendimento sobre o depósito inicial em, digamos, dez anos. O engano está em que é preciso descontar desses 210% a inflação acumulada oficial, que a 5% a.a. inteirará 79,5% em dez anos. Assim, 3,10/1,795 = 1,727, ou seja, o rendimento real (o que efetivamente se vai ganhar, descontada a inflação) é 72,7% em dez anos, sobre o depósito inicial (sobre os sucessivos depósitos mensais que se fizer, aí esses valores serão decrescentes e precisarão ser somados mês a mês. No nosso exemplo temos um depósito inicial feito, deixando-se o dinheiro parado na renda fixa por dez anos. Mas descontando do rendimento a inflação verdadeira (que é diferente da oficial fajuta), temos de descontar, no caso do nosso exemplo, 8% ao ano de inflação, o que em dez anos vai dar 115,8% (1,0810 = 2,158). Descontando 115,8% de inflação dos 210% de rendimento nominal em dez anos da renda fixa, o rendimento real fica em 43,6% (3,10 / 2,158 = 1,436). Esse é o foco do nosso tema de hoje nesta parte. Vídeos ilusórios propagam a idéia falsa de que o investidor vai acumular, digamos, 210% de ganho, mas na verdade vai acumular só 43,6%, pois a maior parte do rendimento nominal é comido pela inflação. Assim, não existe essa história de enriquecer aplicando em renda fixa ou fazer dinheiro crescer como capim. Ganho haverá, mas ele só será significativo depois de muito longo prazo, como no caso do nosso exemplo (bem próximo da realidade do momento atual, considerando que ela se mantivesse como está por uma década), 43,6% em dez anos, o que seria equivalente a 3,68% em um ano inteiro (1,436 1/10 = 1,0368, ou raiz décima de 1,436 = 1,0368). O que efetivamente se tem com a renda fixa é proteção contra inflação, ou seja, proteção do patrimônio, mas sem ganho real milagroso. Como a inflação é alta e é normalmente a maior componente que corrói o ganho nominal, o alto juro garante o capital contra a alta inflação, mas é só isso, não tem milagre. Ninguém vai aplicar o equivalente a um Fiat Mobi na renda Fixa e em dez anos resgatar um Hyundai Creta, vai resgatar no máximo um Fiat Cronos. E há a observação: quando ocorre uma desestabilização econômica, com um "overshooting" cambial, com um hiato hiperinflacionário, a renda fixa não acompanha, há um "gap", que é quando então se perde grande parte do capital de maneira irreversível. Exemplos de situações assim foram os "congelamentos" de preços, o confisco de 1990 e o colapso da âncora cambial em 1999. Graves oscilações de valores nominais de ativos dessas ordens devem ocorrer em algum momento no futuro, quando o castelo de cartas de mentiras econômicas da ditadura desmoronar. A verdadeira proteção contra tudo isso é empatar o capital em ativos reais como imóveis, empatar em ações ou empatar em dólar. São ativos que garantem proteção efetiva contra inflação, com eventuais "gaps" de cotações ocasionados por hiatos de desestabilização superados em médio prazo, com a recuperação dos valores reais das cotações, ou seja, recuperação dos preços relativos (exemplo: quanto as ações valiam em dólar ou quanto o imóvel valia em termos de ações). Isso é o que se teria em termos ortodoxos, ou seja, situações convencionais. O momento é heterodoxo, há uma ditadura do crime organizado e a corrupção geral anual no sistema abarca montantes que superam o déficit público primário, com estatísticas mentirosas sobre tudo e com uma situação estrutural irreversível em que o mercado de ações tende a zero a longo prazo. O correto na atual situação é a saída fiscal definitiva do país. A ditadura brasileira irá continuar, haverá novamente uma fraude eleitoral na urna e no processo eleitoral e a ditadura alcançará níveis norte-coreanos de capilaridade, totalitarismo, servidão, crueldade e sangue derramado após confirmada a continuidade do regime, o que será tanto maior e mais verdadeiro quanto maior for a derrota de Donald Trump nas "mid-terms" de novembro nos EUA. Seja como for, a dívida pública brasileira está numa trajetória explosiva, como a dos EUA. Mas a moeda brasileira sempre foi e sempre será lixo.
Na agenda do país só há um tema, o principal: eleger senadores que sejam advogados e tenham como pauta o "impeachment" dos corruptos do STF. Os corruptos do tribunal de tudo farão para barrar os potenciais candidatos e caso em 2027 haja um Senado com maioria suficiente para cassar os vagabundos eles irão barrar as decisões do Senado com decisões judiciais ilegais e inconstitucionais, criando-se um cenário para aplicação da intervenção militar do artigo 142, desta feita a pedido do Legislativo, que será tolhido pelos corruptos da cúpula judiciária integralmente criminosa. Por mais promissor que pudesse vir a ser o cenário para a eleição no Senado, em 2027 a canalhice no STF rolará solta. A Constituição é clara quanto aos poderes do Senado e do Congresso para deter a corrupção no STF e na PGR, mas para que a lei seja cumprida será necessário o uso de força armada, será necessário violência. É o cenário de uma guerra civil, pois os corruptos do STF vão querer lançar mão também de força policial para deter o Senado. E o básico: não adianta eleger um presidente honesto (que por milagre não seja barrado pela cúpula judiciária corrupta) se juntamente com ele não for eleita uma maioria honesta para o Senado.